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Dicionário de gestos latinos que sua marca deve entender (antes de ofender acidentalmente)
Você não precisa de um PhD em antropologia para errar na América Latina — basta postar o emoji errado. Ou lance um anúncio em vídeo em que um personagem acena um pouco com a mão também livremente. Boom: marca cancelada, comentários sobre incêndio e uma ligação de emergência com sua agência no domingo.
Bem-vindo ao mundo do gestos. Uma camada de comunicação sutil, poderosa e muitas vezes esquecida que pode aumentar sua relevância cultural ou tornar sua marca viral por todos os motivos errados. E não, não é o bom tipo de viral.
Sejamos claros: a América Latina não é um país. São vinte. E cada um tem seus próprios códigos.
Mas aí está padrões — comportamentos gestuais, significados e tabus que sua equipe de marketing deve dominar. Se sua marca quiser sobreviver no mercado latino (e talvez até ser amado), aqui está um guia sem açúcar sobre a semiótica das mãos, olhos e micromovimentos faciais que podem matar — ou converter — suas campanhas.
A sobrancelha levantada: Sim, estamos julgando você 🤨
Em países como Perú, Chile ou Venezuela, uma sobrancelha levantada pode significar “Estou ouvindo”, “Você está falando sério?”, ou “Tente novamente”. Use isso na animação de um personagem ou em um GIF e você poderá colocar sua marca em um tom sarcástico que você não quis dizer. Especialmente nas interações de atendimento ao cliente, emojis que emulam isso (pense 🤨) podem ser lidos como passivo-agressivo.
“Nem todas as expressões se traduzem — algumas acusam.”
A “bolsa de dedo”: italiana? Sim. Mas também caribenho. 🤌
O gesto de apertar os dedos juntos 🤌 (todas as pontas se tocando e voltadas para cima), geralmente associado a italianos dizendo “O que você quer de mim?” , é comum na República Dominicana e em Porto Rico, mas não significa a mesma coisa. Em DR, isso pode significar “Deixe-me explicar” ou “Espere aí.” É assertivo. Use isso de forma errada e se tornará condescendente. Use-o corretamente e ele pode expressar paixão ou urgência.
O Chin Flick: Silêncio, ou pior 🤷 ♂️
No Brasil ou na Argentina, sacudir a parte de trás dos dedos por baixo do queixo (às vezes confundido com dar de ombros 🤷 ♂️) não é um “meh” encantador. Isso significa “Eu não me importo”, e às vezes “F** você.” * Incluir um personagem fazendo isso, mesmo que sutilmente, em um meme ou vídeo pode mudar completamente sua mensagem.
“Os gestos são mais altos do que as legendas.”
The Hand Clap: Aplausos? Talvez. Uma ameaça? Definitivamente 👏
Se você está na Colômbia ou em El Salvador e alguém bate palmas em você uma vez, forte e alto 👏, não é um elogio. É um desafio. Uma forma de dizer “É melhor você ouvir” ou “Você está me testando.” Marcas que mostram pessoas batendo palmas em cenas de comemoração devem mantê-las calorosas, suaves e com várias palmas, e não um único sucesso repentino. Caso contrário, o tom da rua vaza.
O polegar entre os dedos: Isso não é fofo. Isso é vulgar à moda antiga. 🤏
Em lugares como México ou Perú, colocar o polegar entre os dedos indicador e médio (ainda não é um emoji padrão, mas imagine 🤏 com o polegar dentro) significa historicamente “Estou te insultando” ou “Aqui está seu desrespeito.” Algumas marcas usam isso como um elemento de logotipo ou adesivo peculiar. Não, não é irônico. É só datado e ofensivo.
The “Come Here” Finger Wiggle: Nos EUA? Inocente. Na América Latina? É quase assustador. ☝️👉
Usar a curvatura de um único dedo ☝️ para cima ou o movimento acenando 👉 para sinalizar para alguém é extremamente comum nos EUA. Mas em muitos países latinos, especialmente áreas conservadoras como Guatemala ou Paraguai, parece íntimo, até inapropriado. Pense duas vezes antes que seu mascote faça isso. Você não está convocando uma criança — você está provocando desconforto.
O sinal da “paz”: nem sempre é tão pacífico ✌️
No Chile, Colômbia ou Uruguai, virar a palma da mão para dentro enquanto pisca o sinal de “paz” ✌️ pode ser lido como zombeteiro ou ofensivo. É sobre ângulo, intenção e contexto local. Se sua marca se baseia em metáforas visuais como essa em bobinas ou anúncios de histórias, incline-o corretamente ou não o use de jeito nenhum. “Uma mão girada pode mudar a percepção da sua marca.”
Mãos juntas como orar: nem sempre gratidão 🙏
Muitas marcas (especialmente de beleza ou bem-estar) usam o gesto das mãos em oração 🙏 para expressar gratidão. Mas em algumas regiões do México e da Bolívia, isso está ligado a rituais de morte ou luto. Não é ofensivo por si só, mas pode comunicar algo você não quis dizer. Essa postagem de “obrigado pelo apoio” pode acidentalmente parecer um memorial.
Então, por que sua marca deveria se importar?
Porque O público latino não vê apenas seu conteúdo, mas sensação isso. Eles cresceram com mães lendo a linguagem corporal melhor do que os perfiladores do FBI. Eles sabem o que significa cada sobrancelha, torção da mão e inclinação da cabeça. Então, quando uma marca erra, isso não é perdoado como um deslize cultural inocente. É julgado como preguiçoso.
E a pior parte? Você nem sempre ouvirá a reação. Não será um e-mail. Será desengajamento, desconfiança, ou zombaria em grupos privados do WhatsApp.
O que você pode fazer?
Trabalhe com especialistas locais que entendam as nuances.
Na Positive Agency, já vimos de tudo: marcas tentando se “conectar” usando pacotes de emojis aprovados globalmente, memes genéricos ou sinais manuais que se tornam virais só porque eles eram estranhos. Nossas campanhas criativas passam por filtros culturais, tradutores locais e testes emocionais antes de clicar em “publicar”.
Nós não adivinhamos. Nós conhecer—porque crescemos nela.
Se você quer conteúdo que não sobreviva apenas na América Latina, mas que prospere, fale com uma agência que fala o idioma, com todo o corpo.